sábado, 31 de janeiro de 2009

Noite passada...

Põe mais um na mesa de jantar
Porque hoje eu vou "praí" te ver
E tira o som dessa TV
Pra gente conversar
Diz pro bamba usar o violão
Pede pro Tico me esperar
E avisa que eu só vou chegar
No último vagão

É bom te ver sorrir
Deixa vir à moça
Que eu também vou atrás
E a banda diz: assim é que se faz!

RAPIDAMENTE

Um longo abraço
Seguido de um beijo quente

Meio sem porque
Me entrego ao pecado

Arranca minha roupa
E olha nos meus olhos

Tudo aconteceu como eu não planeja
Mas tesão é assim
Faz a brasa branca
Virar a mais quente chama

Nada de compaixão naquele beijo bem dado

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

DIAS CHUVOSOS, LOS HERMANOS E CORAÇÃO PARTIDO

Isso seria os temperos completamente perfeitos num fim de relacionamento do tipo fundo do poço "it's rules\o/". Porém, as coisas nem sempre precisam ser assim. Relação pequenas e regadas de um amor-bem-mal- amado podem ser assim.

Você deve estar se perguntando: "por que desse assunto hoje?"

Amanhã será um dia chuvoso, meu coração partido está feliz e Los Hermanos embala minhas horas no pc. Mas tudo vai tão bem e já sinto o sabor do mais doce pecado vermelho na minha boca, saber o que falar e quando falar é um pecado grandioso (mas sem maldade).

Há quem diga que o diabo mora nos detalhes, mas eu discordo. Afinal, as entrelinhas dos poemas que são detalhes escondido dos amores mais lindos que se pode entender e reconhecer, o diabo não mora nos amores e nem nas dores, o diabo não habitará em você ou em mim, mas o MAL habita em quem faz mal ao teu próximo.

Andei pensando na capacidade das pessoas distorcerem o bom da vida. Dias chuvosos são bons para dormir e pensar que Deus ainda abençoa a Terra com a água após tantas coisas ruim que fazemos contra ela. Los Hermanos serve tanto para se apaixonar, chorar e ser simplesmente feliz (o dia que assisti o show deles, foi um dos mais felizes da minha vida). 

Existe coisas boas num coração partido?
Milhões, olhe as coisas boas que viveu... Esqueça os erros, medos, segredos e desafectos. Olhe para ele sem máscara, sem rancores ou dores. Logo você verá o que te fez chegar até ele, o amor que você cultivou durante dias, os momentos que você viu sua paz nascer num simples olhar, o gosto doce das manhã sonolentas e mais outras coisas que faziam do outro o ser mais especial por fazer você se sentir o ser mais especial.

Esse são os ingredientes para mais um dia perfeito na minha vida.

Em breve coisas novas por aqui...
Mais pecados para minha lista e mais pecadores que querem meu sangue, minha vida e meus amores... 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

good vibrations \o/

Hoje estou feliz
Estou sindo que coisas boas viram
Sem medo do amanhã

Vamos butae pau da barraca
Eu quero é ser feliz
Sem medo

Hoje não chove
Amanhã vai ter de o gosto de felicidade

Amor, amor
Meu amar calado e sinlencioso
Sorriso no rosto
Meu olhos redondos sabem o que querem

Toque o meu rosto
Vista roupa de gala
Vamos sair por aí?

Não vou precisar mais disso
Nem do meu que ontem morava aqui

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

*** requer mudanças

Chamaria ela, Fernanda.

Mulher com cara de menina, que não sabe cantar, tem insônia e sonha antes de dormir. Ela fala alto mas é mansa, chora em filmes e por amor, gosta de poesia e orações, normalmente confia demais, diria que é ingênua. Vive sozinha, gosta de fugir de casa, fala consigo em voz audível e acredita em fadas.

Pecados todos tem, mas ela foi mais além, falou demais, sonhou demais e fez demais, quiçá tivesse pensado duas vezes. Amar assim também é pecado, dizia a avó em sonhos quando visitava mundos oníricos, só se ama assim em boleros antigos e com sangue latino. Acho que se esqueceu que sangue era apenas quente, pois fazia ela por vezes gritar por nada demais e sofrer por pouco, como era frágil aquela Fernanda.

Na utopia, ela se esquecia de Marx ou Stalin, fingia que em Cuba tudo dava certo, sonha com Che e seus amor. Achava que  poderia viver assim, no mundo paralelo e alternativo para todo o sempre, esquecia de seus princípios e de seu príncipe. Como era boba essa Fernanda.

Por seu Aurélio pecou, não mais que um simples pecado, mas um erro que se fez dor. O amor se tornou ferro quente e ela achou que a ele sempre poderia amar, mas a dor ela sentia a fez novamente acreditar que era tudo conseqüências, pois até Cuba vai bem. Achou que podia ditar o fim da historia sem nem sequer ter vivido. Essa Fernanda!

Dentro das utopias do mundo perfeito, se entregou aos sentimentos dos boleros latinos. Entregou os pontos quando a banalidade avançou sobre ao seu mundo de rosas vermelhas. O amor sincerista que nutria no seu coração comunista virou pecado vermelho, como o sangue  que percoriam suas veias finas. Como era pequena essa Fernanda.

Quando tarde demais percebeu que seus sonhos eram ilusões de Dom Quixote. A solidão já era amiga, lágrimas cobriram suas guias dos seus caminhos e perdida agora ela estaria dentro dos planos sonhados que jamais seriam vividos. Sem fadas e nem direção, queria sair da redoma que ela mesmo se prendeu. Como era tonta essa Fernanda.

Ela tinha pecado, amou demais e se esqueceu de si. Pensou que as coisas só seriam felizes para sempre em Cuba.Lembrou que o sangue era quente mas não latino o suficiente para aquele amor e que tudo foi em vão. Amores como esse não existem outros iguais, são apenas sonhos que moram nos mundos cheios de rosas vermelho sangue. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

VERMELHO

Seja a cor do meu pecado
Que seja intenso como o meu sangue latino
Fazendo da minha boca o pecar